VEM NOVIDADE?

Audiência pública vai discutir criação de setores populares, sem cadeiras, no Mineirão

Reunião está marcada para o dia 29 de maio, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Por Bruno Daniel
Publicado em 16 de maio de 2025 | 19:22

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais vai discutir a criação de dois ‘setores populares’ no Mineirão. Convocada pelo deputado estadual Professor Cleiton (PV), a reunião está agendada para o dia 29 de maio, às 14h. A ideia é aplicar retirar as cadeiras no anel inferior atrás dos dois gols do estádio. 

Em conversa com O TEMPO Sports, o deputado Professor Cleiton conta que a ideia surgiu por meio de um grupo de torcedores do Cruzeiro, que o procuraram para sugerir a criação dos setores populares no Gigante da Pampulha. Após dar a sugestão no comitê gestor do estádio e não ver resistência dos integrantes, o parlamentar convocou a reunião para debater a ideia. 

“Percebi que não houve resistência da Minas Arena e nem do Governo e achei importante uma audiência publica, para a Assembleia intermediar e não ter problemas de ordem jurídica, já que é uma alteração em um espaço público que se adaptou aos padrões Fifa para receber a Copa do Mundo”, explica.

Professor Cleiton afirma que a ideia visa popularizar novamente o futebol. Ele cita outras arenas que retiraram cadeiras em um setor e tiveram sucesso. “O que vimos nos últimos anos foi uma elitização do futebol. Isso fez com que não tivesse, em determinados estádios, setores a preço popular. A Neo Quimica Arena retirou cadeiras, o Allianz Parque, a Arena MRV”, enumerou. 

Além desses fatores, o deputado também cita questões de segurança e de economia como argumentos para retirar as cadeiras. "Na audiência vamos ter pessoas que vão relatar que se machuraram por conta de cadeiras retiradas. E um estudo mostrou que a retirada das cadeiras nesses setores gera um custo de R$ 45 a 60 mil", revela.

Professor Cleiton afirma, inclusive, que já há um estudo da Minas Arena, gestora do Mineirão, sobre a possibilidade de retirar as cadeiras detrás dos gols. Na audiência do dia 29, além da empresa, devem participar também representantes de Cruzeiro e Atlético, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, um engenheiro especialista em estádios, um jornalista especialista em elitização do futebol e um representante do Governo de Minas. 

“O objetivo principal é buscar a popularização desse setor com preço mais ível, para contemplar uma população que foi afastada do estádio. Por ter um contrato, temos que ouvir do Estado o que deve ser feito, se precisa fazer alguma alteração. E tem um projeto de lei que proíbe a retirada de cadeiras. Mas eu estou apresentando um outro projeto para revogar esse primeiro”, conclui o deputado. 

O TEMPO Sports solicitou um posicionamento da Minas Arena e aguarda retorno. A reportagem será atualizada em caso de resposta.